Sim. Eu tenho.
Por que Renato Russo ainda me causa arrepios.
Por que lágrimas me vêem aos olhos enquanto ouço Cazuza.
Por que fui ninada ao som de “O Caderno” e “Aquarela”.
É, faz tempo.
Mas ainda me lembro.
Por que Ana Carolina já embalou minhas paixões.
Por que Engenheiros do Hawaii descreve o que eu não posso entender.
Eu não sei dançar.
Falta-me ritmo e atropelo as canções.
Mas O Teatro Mágico enche meu peito de alegria.
E Dias de Truta aos berros, faz meus lábios se curvarem.
Em um quarto de século que vivi, conheci Nelson Gonçalves e sua boemia.
Peguei o Trem das Onze e até fui Brega com Elymar Santos.
Digam o que quiser de Caetano, mas ele escreveu Leãozinho e ponto final.
Ah, a música Brasileira...
Ouvi o grande Chico murmurar.
Vi Gal Gosta se descabelar.
Estava lá quando o segundo sol de Nando Reis, não nasceu para grande Cássia.
Brinquei ao som do Robocop Gay.
Tantos outros que cabem aqui, Djavam,Leoni, Kid Abelha, Pato Fu...
Os Garotos Podres da época rebelde, Los Hermanos para sociabilizar.
Orgulho me de tudo isso, e dos porres ao som de Capital Inicial.
É um pesar que tantas pessoas se esqueceram disso.
Mas, azar o delas, eu ainda sou uma Maluca Beleza e com muito, muito muito orgulho.
Supostamente
De tudo o que se pode descobrir sobre um homem,
O mais interessante é a capacidade que ele pode ter ser surpreendente.
Você pode remeter a ele pelo mais envolvente dos perfumes,
E de repente ter as palavras escapulidas ao vê-lo argumentar uma filosofia barata.
Você pode apontá-lo pelo gosto musical distinto entre tantos tão vulgares,
E então se perguntar o que ele esconde por trás de toda aquela indiferença aparente.
Você arrisca alguma cordialidade e se encontra caindo no típico xaveco, que mesmo com um aviso enorme mandando manter distancia você quer ir adiante só mais um pouquinho...
O mais interessante é a capacidade que ele pode ter ser surpreendente.
Você pode remeter a ele pelo mais envolvente dos perfumes,
E de repente ter as palavras escapulidas ao vê-lo argumentar uma filosofia barata.
Você pode apontá-lo pelo gosto musical distinto entre tantos tão vulgares,
E então se perguntar o que ele esconde por trás de toda aquela indiferença aparente.
Você arrisca alguma cordialidade e se encontra caindo no típico xaveco, que mesmo com um aviso enorme mandando manter distancia você quer ir adiante só mais um pouquinho...
Simples
Medo.
Do escuro: Asco.
Medo de a noite acabar: Receio.
De mim: Acovardo-me.
Aversão.
De todos. De tudo.
Temo.
Do escuro: Asco.
Medo de a noite acabar: Receio.
De mim: Acovardo-me.
Aversão.
De todos. De tudo.
Temo.
Em um Lual
Amor tem sabor de uva que depois vira vinho.
Nutre e embriaga...
De um lado, o medo.
Do outro, a desonra.
É assim: Coerente e exilado.
Nutre e embriaga...
De um lado, o medo.
Do outro, a desonra.
É assim: Coerente e exilado.
Sem Você
Adormeci relutante, tive medo de sonhar.
Temi vê-lo novamente, adentrar na minha imaginação sem que eu pudesse impedir.
O faz sem esforços,
Vem tenebroso a me assustar, com o olhar confuso e sorriso malicioso.
É um cafajeste angelical.
Me apaixonei pela pior espécie.
A irresistível.
Temi vê-lo novamente, adentrar na minha imaginação sem que eu pudesse impedir.
O faz sem esforços,
Vem tenebroso a me assustar, com o olhar confuso e sorriso malicioso.
É um cafajeste angelical.
Me apaixonei pela pior espécie.
A irresistível.
Madrugada
Apagaram as luzes, mas continuo acesa...
Eu posso gritar e ninguém será capaz de ouvir,
Não pelo silêncio.
Não pelo escuro.
Mas pelos desejos abafados pelo medo,
Medo esse subjugado.
Acompanhado.
Por podridão
Desde os dedos dos pés aos fios de cabelo.
Tudo cheira a sujeira,
Por onde estive e o que andei fazendo...
Não importa com quem, muito menos por que.
Borrões, na tentativa de apagar um passado ainda pior.
Me entrego, me perco.
E de nada adianta.
Vira e mexe, volta.
Todo arrependimento jogado pela janela.
Todo sentimento guardado.
Serve de comparação, apenas isso.
Semelhante no lugar daquele que foi proibido.
Finjo não saber de mim, mas sei bem onde ele está.
Ele ouve a mesma canção e canta para mim, o que eu sussurro sem pensar.
Até a noite acabar.
( Ou até que um ou outro se canse de esperar. )
Eu posso gritar e ninguém será capaz de ouvir,
Não pelo silêncio.
Não pelo escuro.
Mas pelos desejos abafados pelo medo,
Medo esse subjugado.
Acompanhado.
Por podridão
Desde os dedos dos pés aos fios de cabelo.
Tudo cheira a sujeira,
Por onde estive e o que andei fazendo...
Não importa com quem, muito menos por que.
Borrões, na tentativa de apagar um passado ainda pior.
Me entrego, me perco.
E de nada adianta.
Vira e mexe, volta.
Todo arrependimento jogado pela janela.
Todo sentimento guardado.
Serve de comparação, apenas isso.
Semelhante no lugar daquele que foi proibido.
Finjo não saber de mim, mas sei bem onde ele está.
Ele ouve a mesma canção e canta para mim, o que eu sussurro sem pensar.
Até a noite acabar.
( Ou até que um ou outro se canse de esperar. )
Indelicadezas
Sai.
Ou fugi, tanto faz.
As palavras me sufocavam.
A injustiça se confundiu com inveja e se transformou em ira.
Me consumiu.
Me perdi.
Esparramei minha doçura e deixei cair minha afeição.
Os atos feitos com prazer foram substituídos por outros realizados com petulância.
Perdi.
Nem tentei.
Ela vale à pena, mas me recuso a disputar com ele.
O que fiz, em vão.
O que sinto, menosprezado.
Ou fugi, tanto faz.
As palavras me sufocavam.
A injustiça se confundiu com inveja e se transformou em ira.
Me consumiu.
Me perdi.
Esparramei minha doçura e deixei cair minha afeição.
Os atos feitos com prazer foram substituídos por outros realizados com petulância.
Perdi.
Nem tentei.
Ela vale à pena, mas me recuso a disputar com ele.
O que fiz, em vão.
O que sinto, menosprezado.
o Preço
Para mim, ele era um tolo quando disse que se arrepender é preciso.
Falava como devemos sofrer com os erros para o aprendizado valer a pena.
Naquela época eu acreditava que a plenitude estava em fazer o que queria.
Negar os desejos e conter palavras maldosas ou inventadas eram inadmissíveis.
Ainda com algum recato, tive experiências fantásticas.
Umas dignas, sim, outras imorais, talvez até ilegais.
Eu faria tudo de novo, se não soubesse das conseqüências.
Se ainda fosse imatura o suficiente para acreditar que estava certa.
Hoje, eu me arrependo e temo pelo que ainda terei que pagar.
Falava como devemos sofrer com os erros para o aprendizado valer a pena.
Naquela época eu acreditava que a plenitude estava em fazer o que queria.
Negar os desejos e conter palavras maldosas ou inventadas eram inadmissíveis.
Ainda com algum recato, tive experiências fantásticas.
Umas dignas, sim, outras imorais, talvez até ilegais.
Eu faria tudo de novo, se não soubesse das conseqüências.
Se ainda fosse imatura o suficiente para acreditar que estava certa.
Hoje, eu me arrependo e temo pelo que ainda terei que pagar.
Opulência
Eu tenho um amigo que esteve ao meu lado o tempo todo,
E tenho outro que veio quando mais precisei.
Eu tenho um amigo que ainda nem sabe falar,
E tenho outros que só conseguem latir.
Eu tenho um amigo que compartilha das minhas loucuras,
E tenho outro que é razão de eu me conter.
Eu tenho um amigo que passa a mão na minha cabeça,
E outro que aponta o dedo na minha cara.
Eu tenho um amigo que me faz feliz só por existir,
E tenho outro que nem lembra que eu respiro.
Eu tenho amigo que me faz rir,
E tem aquele o qual, eu faria tudo para enxugar as lágrimas.
E tenho outro, unzinho apenas, que vale por todos os amigos que tenho.
E tenho outro que veio quando mais precisei.
Eu tenho um amigo que ainda nem sabe falar,
E tenho outros que só conseguem latir.
Eu tenho um amigo que compartilha das minhas loucuras,
E tenho outro que é razão de eu me conter.
Eu tenho um amigo que passa a mão na minha cabeça,
E outro que aponta o dedo na minha cara.
Eu tenho um amigo que me faz feliz só por existir,
E tenho outro que nem lembra que eu respiro.
Eu tenho amigo que me faz rir,
E tem aquele o qual, eu faria tudo para enxugar as lágrimas.
E tenho outro, unzinho apenas, que vale por todos os amigos que tenho.
Persona Non Grata
Meus aforismos insistem em pousar no território inimigo.
Não aprendi avaliar armas, nem as minhas e nem as dos oponentes.
Costumo ignorar o “Não” e agir como pede o resto da frase.
Sou assim há tanto tempo que não deve haver tempo de mudar.
Teimo em achar certo, fazer tudo errado.Os dias estão sonsos, preencho o tempo com subterfúgios enquanto me inundo de indecisões.
O sol a pino não me impede de sentir frio, sinto meu corpo encapado com metal e ouço o eco os gritos que mantenho em pensamentos.
O País das Maravilhas está abdicado.
De repente, se tornou maior a ânsia que o anseio.
Me tire daqui.
Não aprendi avaliar armas, nem as minhas e nem as dos oponentes.
Costumo ignorar o “Não” e agir como pede o resto da frase.
Sou assim há tanto tempo que não deve haver tempo de mudar.
Teimo em achar certo, fazer tudo errado.Os dias estão sonsos, preencho o tempo com subterfúgios enquanto me inundo de indecisões.
O sol a pino não me impede de sentir frio, sinto meu corpo encapado com metal e ouço o eco os gritos que mantenho em pensamentos.
O País das Maravilhas está abdicado.
De repente, se tornou maior a ânsia que o anseio.
Me tire daqui.
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