Aos que transitam
Sem pressa ou sem permissão
Sem volta ou só de passagem
Não sei os motivos que entregam
Nem as razões que os trazem
Talvez apenas busquem
O que, eu também não sei.
Em toda parte, desacompanhado.
E aqui, tudo paralisado.
Muda a perspectiva,
Enquanto se adaptam os objetivos.
Politicagem
Humanidade, separada em virtudes e qualidades.
Vendidas por um salário mínimo de razão.
Exaltadas, sem chance de escapar,
Do chão a qual serão jogados.
Todos.
Desclassificados.
Placar idêntico em qualquer colocação.
Vendidas por um salário mínimo de razão.
Exaltadas, sem chance de escapar,
Do chão a qual serão jogados.
Todos.
Desclassificados.
Placar idêntico em qualquer colocação.
Vampirismo
A noite é recompensa do dia.
A sombra, possível com o sol.
Esquece de ser confortável,
Tal a luz da lua que brilha no mesmo céu.
Infinito. Pesado.
Intocável feito sonho.
A sombra, possível com o sol.
Esquece de ser confortável,
Tal a luz da lua que brilha no mesmo céu.
Infinito. Pesado.
Intocável feito sonho.
Variações
Esqueci,
Das causas da rebeldia.
Quando a verdade de existir,
Passou a ser mais que viver.
Nos cantos, altares de choro.
Sozinha.
Na mesa de um botequim,
Acompanhada.
Sem me alegrar.
Do que os meus, se agradam.
Sendo entendida, ou sem entender.
Das causas da rebeldia.
Quando a verdade de existir,
Passou a ser mais que viver.
Nos cantos, altares de choro.
Sozinha.
Na mesa de um botequim,
Acompanhada.
Sem me alegrar.
Do que os meus, se agradam.
Sendo entendida, ou sem entender.
Quase
Olhos que contradiz os lábios.
Ou vice versa.
É sempre, talvez.
Encarados.
Caóticos.
O povo que se manipula.
Uns se dopam.
Outros se estimulam.
A gente não.
Mas nada muda.
Sob pressão, somos iguais.
Ou parecemos.
Ou vice versa.
É sempre, talvez.
Encarados.
Caóticos.
O povo que se manipula.
Uns se dopam.
Outros se estimulam.
A gente não.
Mas nada muda.
Sob pressão, somos iguais.
Ou parecemos.
E ainda nego.
Daquele gosto do beijo sem escapatória,
Faço questão lembrar e preces para esquecer
Do desejo.
Sufocado,
Não por lençóis usados,
Como deveria ser,
Mas pelo ar engolido a seco.
Tragado nos pulmões,
Feito álcool na ferida aberta.
Faço questão lembrar e preces para esquecer
Do desejo.
Sufocado,
Não por lençóis usados,
Como deveria ser,
Mas pelo ar engolido a seco.
Tragado nos pulmões,
Feito álcool na ferida aberta.
Acordar
E quando despertar,
Notando o clarão que te espera,
Saiba que ele também é meu.
E eu queria estar contigo.
Mas a alma cala as palavras
Que não dizem o quanto quero.
Com teorias de botecos,
Que agrega a razão de como nos conhecemos.
Hipóteses validas se vivêssemos com o copo na mão.
Se todas as noites tivessem show.
Se toda a fumaça trouxesse euforia,
E cada despedida durasse sete almoços.
Notando o clarão que te espera,
Saiba que ele também é meu.
E eu queria estar contigo.
Mas a alma cala as palavras
Que não dizem o quanto quero.
Com teorias de botecos,
Que agrega a razão de como nos conhecemos.
Hipóteses validas se vivêssemos com o copo na mão.
Se todas as noites tivessem show.
Se toda a fumaça trouxesse euforia,
E cada despedida durasse sete almoços.
Sem Motivos
Bom, celebro a vida todo s os dias.
Em cada companhia,
Nos sorrisos sem motivos.
Por todos os amigos que encontro
E por um “eu” que contradiz.
Mas é feliz!
De repente, saber que se foram 23 invernos.
De noites frias, algumas aquecidas, outras sombrias.
Comi frutos fora da época.
Panhei flores amarelas só para vê-las como canção.
Ardi debaixo do sol, enquanto brincava e provocava.
Me assustei com folhas caindo, despistadas no colchão.
Sinto, em um beijo, as quatro estações.
Tantos anos, tantas comemorações.
Algumas foram ontem. E certas, apagadas.
Desse, vai ficar o cartão rabiscado, o abraço no carro e até o novo amanhecer talvez tenha algo mais.
Em cada companhia,
Nos sorrisos sem motivos.
Por todos os amigos que encontro
E por um “eu” que contradiz.
Mas é feliz!
De repente, saber que se foram 23 invernos.
De noites frias, algumas aquecidas, outras sombrias.
Comi frutos fora da época.
Panhei flores amarelas só para vê-las como canção.
Ardi debaixo do sol, enquanto brincava e provocava.
Me assustei com folhas caindo, despistadas no colchão.
Sinto, em um beijo, as quatro estações.
Tantos anos, tantas comemorações.
Algumas foram ontem. E certas, apagadas.
Desse, vai ficar o cartão rabiscado, o abraço no carro e até o novo amanhecer talvez tenha algo mais.
Eternamente, ou até amanhã.
E ele disse aquelas palavras com medo de te-la perdido.
Tentou se defender, mas nunca a teve.
E o sempre não acabou.
Talvez ele não saiba, ou não quer acreditar,
Que sim, são iguais, mas não se pertencem.
Amam a si mesmo dentro do outro, e nada mais.
Estarão juntos, vão brigar e sorrir talvez até com mais intensidade.
Continuará havendo toques desconcertantes.
Serão em fim, aquilo que havia de ser, e um pouco a mais.
E aquilo que realmente tem em comum, esta sendo descoberto, aos poucos, enquanto abandonam a fantasia de ser um só.
Ela chorou quando ele disse não, se afogou no banheiro enquanto tinha certeza que ele estava pior.
Mas se alegrou, quando descobriu o amor de afeição e não de perdição.
O perfume que cabe num vidro escuro e quadrado trará sempre um bocado de paz, mas o que ela encontra na pele nunca vai deixar morrer a certeza de que cumpriram sua missão.
Se falhar a previsão, o que for derramado servirá apenas para fortalecer o pequeno conto de contos, cheio de faz de contas que criaram para se sustentar.
Não irão se perder, jamais.
Tentou se defender, mas nunca a teve.
E o sempre não acabou.
Talvez ele não saiba, ou não quer acreditar,
Que sim, são iguais, mas não se pertencem.
Amam a si mesmo dentro do outro, e nada mais.
Estarão juntos, vão brigar e sorrir talvez até com mais intensidade.
Continuará havendo toques desconcertantes.
Serão em fim, aquilo que havia de ser, e um pouco a mais.
E aquilo que realmente tem em comum, esta sendo descoberto, aos poucos, enquanto abandonam a fantasia de ser um só.
Ela chorou quando ele disse não, se afogou no banheiro enquanto tinha certeza que ele estava pior.
Mas se alegrou, quando descobriu o amor de afeição e não de perdição.
O perfume que cabe num vidro escuro e quadrado trará sempre um bocado de paz, mas o que ela encontra na pele nunca vai deixar morrer a certeza de que cumpriram sua missão.
Se falhar a previsão, o que for derramado servirá apenas para fortalecer o pequeno conto de contos, cheio de faz de contas que criaram para se sustentar.
Não irão se perder, jamais.
Plagio Descarado
Odeio quando me protege e eu vejo como sou frágil.
Odeio o cheiro da sua pele, e como seu hálito me deixa boba.
Odeio quando fecho os olhos e ouço sua voz repetindo que me adora
Odeio ficar o dia todo esperando a hora de conversar contigo
Odeio quando viajamos na mesma coisa ao mesmo tempo
Odeio como eu não consigo não pensar em você
Odeio ter tantos motivos para inflar seu ego
Odeio quando não te encontro só para dizer o quanto eu estou feliz
Odeio não conseguir esconder o quanto eu te gosto.
E odeio o medo que eu tenho d
e te magoar.
Odeio o cheiro da sua pele, e como seu hálito me deixa boba.
Odeio quando fecho os olhos e ouço sua voz repetindo que me adora
Odeio ficar o dia todo esperando a hora de conversar contigo
Odeio quando viajamos na mesma coisa ao mesmo tempo
Odeio como eu não consigo não pensar em você
Odeio ter tantos motivos para inflar seu ego
Odeio quando não te encontro só para dizer o quanto eu estou feliz
Odeio não conseguir esconder o quanto eu te gosto.
E odeio o medo que eu tenho d
e te magoar.
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