Ah, o amor, pobre coitado.
O deixem em paz.
Permita que ele escolha quando, a quem e como lisonjear.
Pare de sufocar uns aos outros em seu nome.
Não o culpe por suas fraquezas.
Quem disse que o amor exige cuidados?
Ele que sobreviva. Se virando, sem que vocês o dobrem em coraçõezinhos tortos.
O amor é auto-suficiente.
Mas implora para que não o expliquem ou o intervenham a torto e a direito por ai.
(Re) Pouso
Já vivi como se existir não importasse.
Outrora valia a pena soltar sorrisos efêmeros, embriagados e dissimulados.
O que eu era não cabe aqui.
Mas me falta o que eu tinha;
Amigos de mentirinha que continuam de verdade entre si.
Me bani do bando, voei baixo enquanto eles seguem viagem.
Outrora valia a pena soltar sorrisos efêmeros, embriagados e dissimulados.
O que eu era não cabe aqui.
Mas me falta o que eu tinha;
Amigos de mentirinha que continuam de verdade entre si.
Me bani do bando, voei baixo enquanto eles seguem viagem.
Amor é outra coisa...
O ridículo da vida não é intensidade com que se deseja algo,
é a magia que usa para conquistá-lo.
É o momento condenado ao fim fantasiado de promessas.
É ridículo desfrutar da precisão de combustíveis para a
fantasia.
É ter tudo ao alcance das mãos e optar por não ter certeza
sem que haja brecha para arrependimento.
Permita se estar além da cordialidade, onde os olhos tecem
um dialeto de impossível tradução, onde o desejo pelo toque é contentado pela
voz.
Viva a poesia, deixe que “seja eterno enquanto dure” no
infinito da sua imaginação.
Abundância.
O amor corresponde às expectativas e o amado tende a frustrá-lo, as ressalvas toam comprovar.
Enquanto é apenas uma cobiça, pode ser o que quiser; ilimitado, alucinante...
Aquilo que se deseja não é o objeto, é sentimento que pulsa intensamente sem que haja permissão.
Não é abstrair da pele e se contentar com ternuras. É se alimentar daquilo que convir.
Orno cada um dos meus sonhos com os detalhes mais improváveis que minha imaginação consegue proporcionar, e ali, num mundo só meu, eles são reais. Até que me apeteço por algo ainda mais promissor e faço exatamente igual.
Crio vínculos mais fortes que sangue, as pessoas não me angustiam por não acompanharem minha audácia, e não me arrependo.
Vez ou outra, saio da rotina e permito me aborrecer, uma questão de escala comparativa, nada mais.
Ainda assim, vivo. E vivo intensamente tudo o que eu sou e viverei aquilo que hei de ser. E hei de ser muito, tudo o que nunca fui, por que amor é simplesmente a busca do que te falta e eu ainda não tenho nada.
Enquanto é apenas uma cobiça, pode ser o que quiser; ilimitado, alucinante...
Aquilo que se deseja não é o objeto, é sentimento que pulsa intensamente sem que haja permissão.
Não é abstrair da pele e se contentar com ternuras. É se alimentar daquilo que convir.
Orno cada um dos meus sonhos com os detalhes mais improváveis que minha imaginação consegue proporcionar, e ali, num mundo só meu, eles são reais. Até que me apeteço por algo ainda mais promissor e faço exatamente igual.
Crio vínculos mais fortes que sangue, as pessoas não me angustiam por não acompanharem minha audácia, e não me arrependo.
Vez ou outra, saio da rotina e permito me aborrecer, uma questão de escala comparativa, nada mais.
Ainda assim, vivo. E vivo intensamente tudo o que eu sou e viverei aquilo que hei de ser. E hei de ser muito, tudo o que nunca fui, por que amor é simplesmente a busca do que te falta e eu ainda não tenho nada.
Não Minhas
Era uma vez, uma menina romântica que fantasia demais suas paixões e faz parte de um cenário incomum;
ela vive entre seres vivos que se matam todas as noites,
confinada no mundo das ilusões, no qual é permitido ser onde não está.
Ela sonha. Sonha alto e chora ao acordar. O pesadelo é abrir os olhos e sentir os ponteiros cravando lhe a pele lentamente enquanto a lua não volta.
Oponente do sol, é ela o centro do universo.
Semeia todos os dias seu invisível campo de morangos que jamais amadurecerão.
Ela não se preocupa. Para que pressa, se o tempo nunca sai do lugar? Ela finge. Faz que não vê. Dissimula seus sentimentos e palavras.
Uma boneca de pano, coração de lata e cabeça de vento.
Ela sonha. Sonha alto e chora ao acordar. O pesadelo é abrir os olhos e sentir os ponteiros cravando lhe a pele lentamente enquanto a lua não volta.
Oponente do sol, é ela o centro do universo.
Semeia todos os dias seu invisível campo de morangos que jamais amadurecerão.
Ela não se preocupa. Para que pressa, se o tempo nunca sai do lugar? Ela finge. Faz que não vê. Dissimula seus sentimentos e palavras.
Uma boneca de pano, coração de lata e cabeça de vento.
Eu Não Tenho Amigos
Caminho a pé.
Sabendo disso, não me importa o caminho.
Tenho comigo boa companhia; Afago para meu ego, combustível para minha esperança,
E o melhor par de ouvidos que já encontrei por ai. Este que esbarra na exatidão dos meus anseios, suprindo, ainda que de mansinho, a inexplicável necessidade de andar na contramão que desde sempre trago nos pés. Excluo-me onde não caibo.
E ultimamente não tenho cabido em lugar algum...
...A não ser dentro da contradição dos meus pensamentos.
Tenho comigo boa companhia; Afago para meu ego, combustível para minha esperança,
E o melhor par de ouvidos que já encontrei por ai. Este que esbarra na exatidão dos meus anseios, suprindo, ainda que de mansinho, a inexplicável necessidade de andar na contramão que desde sempre trago nos pés. Excluo-me onde não caibo.
E ultimamente não tenho cabido em lugar algum...
...A não ser dentro da contradição dos meus pensamentos.
Artigo Indefinido
Se não todos, a maioria dos meus sentimentos são transitórios;
“Este” ou “aquele” alternam o teto e o piso das minhas preferências tão peculiares que vez ou outra assombra minha consciência.
Tão flexível que questionaria minha personalidade se fossem alheios os estímulos.
Do infamo ao soberano, a necessidade que acompanha minha mascara é mutável.
A atmosfera que me envolve parece ter vontade própria e dom nato em comprometer minha sanidade.
Indecisões e Controversas.
Eu tenho uma bússola que não aponta para o norte e um mapa de vários caminhos...
“Este” ou “aquele” alternam o teto e o piso das minhas preferências tão peculiares que vez ou outra assombra minha consciência.
Tão flexível que questionaria minha personalidade se fossem alheios os estímulos.
Do infamo ao soberano, a necessidade que acompanha minha mascara é mutável.
A atmosfera que me envolve parece ter vontade própria e dom nato em comprometer minha sanidade.
Indecisões e Controversas.
Eu tenho uma bússola que não aponta para o norte e um mapa de vários caminhos...
Castigo
O tempo contraria quando se esvai em boa companhia,
Corta, fere, arde nas mãos antes de recomeçar.
São números ou canções?
As horas parecem dançar,
ora uma marcha funebre sob minhas palpebras,
ora a dança proíbida entre seus lábios.
Corroí, deixa marcas quando adentra a pele e não sai do lugar.
Corta, fere, arde nas mãos antes de recomeçar.
São números ou canções?
As horas parecem dançar,
ora uma marcha funebre sob minhas palpebras,
ora a dança proíbida entre seus lábios.
Corroí, deixa marcas quando adentra a pele e não sai do lugar.
"Algo como se enforcar"
(?)
Um pouco em todos
Ou apenas nessse.
Um aglomerado de palavras
E um punhado de lembranças apagadas.
O alvo de outrora inquietação
Sufocado com o orgulho mantido em segredo.
Uma promessa descumprida pelo tempo.
Não sou o que quis ( nem tentei ).
Me perdi entre outros braços e esqueci do seu abraço.
Enquanto o cotiano mantiver o "nunca" a salvo,
serão seus os versos tão certos que o "sempre" não apagará.
Palavras vazias.
Vocábulos sem ações.
Um pouco em todos
Ou apenas nessse.
Um aglomerado de palavras
E um punhado de lembranças apagadas.
O alvo de outrora inquietação
Sufocado com o orgulho mantido em segredo.
Uma promessa descumprida pelo tempo.
Não sou o que quis ( nem tentei ).
Me perdi entre outros braços e esqueci do seu abraço.
Enquanto o cotiano mantiver o "nunca" a salvo,
serão seus os versos tão certos que o "sempre" não apagará.
Palavras vazias.
Vocábulos sem ações.
Orgulho da Música Brasileira
Sim. Eu tenho.
Por que Renato Russo ainda me causa arrepios.
Por que lágrimas me vêem aos olhos enquanto ouço Cazuza.
Por que fui ninada ao som de “O Caderno” e “Aquarela”.
É, faz tempo.
Mas ainda me lembro.
Por que Ana Carolina já embalou minhas paixões.
Por que Engenheiros do Hawaii descreve o que eu não posso entender.
Eu não sei dançar.
Falta-me ritmo e atropelo as canções.
Mas O Teatro Mágico enche meu peito de alegria.
E Dias de Truta aos berros, faz meus lábios se curvarem.
Em um quarto de século que vivi, conheci Nelson Gonçalves e sua boemia.
Peguei o Trem das Onze e até fui Brega com Elymar Santos.
Digam o que quiser de Caetano, mas ele escreveu Leãozinho e ponto final.
Ah, a música Brasileira...
Ouvi o grande Chico murmurar.
Vi Gal Gosta se descabelar.
Estava lá quando o segundo sol de Nando Reis, não nasceu para grande Cássia.
Brinquei ao som do Robocop Gay.
Tantos outros que cabem aqui, Djavam,Leoni, Kid Abelha, Pato Fu...
Os Garotos Podres da época rebelde, Los Hermanos para sociabilizar.
Orgulho me de tudo isso, e dos porres ao som de Capital Inicial.
É um pesar que tantas pessoas se esqueceram disso.
Mas, azar o delas, eu ainda sou uma Maluca Beleza e com muito, muito muito orgulho.
Por que Renato Russo ainda me causa arrepios.
Por que lágrimas me vêem aos olhos enquanto ouço Cazuza.
Por que fui ninada ao som de “O Caderno” e “Aquarela”.
É, faz tempo.
Mas ainda me lembro.
Por que Ana Carolina já embalou minhas paixões.
Por que Engenheiros do Hawaii descreve o que eu não posso entender.
Eu não sei dançar.
Falta-me ritmo e atropelo as canções.
Mas O Teatro Mágico enche meu peito de alegria.
E Dias de Truta aos berros, faz meus lábios se curvarem.
Em um quarto de século que vivi, conheci Nelson Gonçalves e sua boemia.
Peguei o Trem das Onze e até fui Brega com Elymar Santos.
Digam o que quiser de Caetano, mas ele escreveu Leãozinho e ponto final.
Ah, a música Brasileira...
Ouvi o grande Chico murmurar.
Vi Gal Gosta se descabelar.
Estava lá quando o segundo sol de Nando Reis, não nasceu para grande Cássia.
Brinquei ao som do Robocop Gay.
Tantos outros que cabem aqui, Djavam,Leoni, Kid Abelha, Pato Fu...
Os Garotos Podres da época rebelde, Los Hermanos para sociabilizar.
Orgulho me de tudo isso, e dos porres ao som de Capital Inicial.
É um pesar que tantas pessoas se esqueceram disso.
Mas, azar o delas, eu ainda sou uma Maluca Beleza e com muito, muito muito orgulho.
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