E Vice
Exausta.
Farta.
Cansada.
Do mundo.
De mim.
Do resto.
Vazia.
Oca.
Abandonada.
Por defesa.
Por fora.
Por ninguém.
Maldita.
Sedenta.
Condenada.
De dor.
De paz
De amor.
Solta.
Liberta.
Devassa.
Versa
"Bad Trip"
Do amor, nomear dor.
Do desejo, chamar saudade.
Deixando sossegar no peito,
A vontade.
Antes, de não ser,
Depois, de acabar.
Se foi, sem nunca ter chegado.
Pode voltar, sem jamais ter partido.
Do desejo, chamar saudade.
Deixando sossegar no peito,
A vontade.
Antes, de não ser,
Depois, de acabar.
Se foi, sem nunca ter chegado.
Pode voltar, sem jamais ter partido.
Pele Pele Pele
Num abraço
Sentimento Despido.
Sem dobras ásperas sufocando a pele
Que se encaixa, se encontra, e deseja.
Num abraço
Vontade nua.
Sem cores para embaraçar os olhos
Que se fecham, se invadem.
E se encontram porque tentam não se vidrar.
Sentimento Despido.
Sem dobras ásperas sufocando a pele
Que se encaixa, se encontra, e deseja.
Num abraço
Vontade nua.
Sem cores para embaraçar os olhos
Que se fecham, se invadem.
E se encontram porque tentam não se vidrar.
Sensatez ( de dentro )
E eu não quero a vida num despertar assustado na noite fria. Fico com o sorriso incontido durante o beijo apaixonado.
Entre amigos, prefiro os passageiros de balada, a aqueles antigos por obrigação. Se dos companheiros fizer parceiros, ainda melhor.
Dos vícios, escolho a sede incontrolável de alguma boca, no desejo do corpo que só padece por não ter.
Da saudade, sinto só aquela que vem com igual veemência, a ao morrer renasce ainda que cedo.
Por família, considero os que guardam segredos e não genes semelhantes.
Com amor, eu não quero o perpetuo, ofereça o que me consome e acaba.
E depois volta, em outra forma.
Entre amigos, prefiro os passageiros de balada, a aqueles antigos por obrigação. Se dos companheiros fizer parceiros, ainda melhor.
Dos vícios, escolho a sede incontrolável de alguma boca, no desejo do corpo que só padece por não ter.
Da saudade, sinto só aquela que vem com igual veemência, a ao morrer renasce ainda que cedo.
Por família, considero os que guardam segredos e não genes semelhantes.
Com amor, eu não quero o perpetuo, ofereça o que me consome e acaba.
E depois volta, em outra forma.
Vida Antagônica
Veja,
Estou tentando com a ponta dos dedos, sutil, mas brutamente abrir seus olhos para ver que estamos do avesso.
Ouça.
O grito contido na minha garganta, pedindo socorro.
Deixamos exposto o que devia estar protegido, carne ao alcance de vermes famintos.
E inexplicavelmente colocamos pra dentro a capa que nos defendia. O metal, que reluz para confundir o inimigo.
Estamos do avesso, quando pelejamos para não ser o que todos se aventuram atingir.
Músculos a mostra e cicatrizes internas.
Olhe, será que você não percebe.
O mundo está do avesso.
Os carros e as arvores, nada do que vejo esta certo.
Só vai perceber quando o relógio girar ao contrario, afinal, essa é a única coisa com o qual realmente se preocupa.
Estou tentando com a ponta dos dedos, sutil, mas brutamente abrir seus olhos para ver que estamos do avesso.
Ouça.
O grito contido na minha garganta, pedindo socorro.
Deixamos exposto o que devia estar protegido, carne ao alcance de vermes famintos.
E inexplicavelmente colocamos pra dentro a capa que nos defendia. O metal, que reluz para confundir o inimigo.
Estamos do avesso, quando pelejamos para não ser o que todos se aventuram atingir.
Músculos a mostra e cicatrizes internas.
Olhe, será que você não percebe.
O mundo está do avesso.
Os carros e as arvores, nada do que vejo esta certo.
Só vai perceber quando o relógio girar ao contrario, afinal, essa é a única coisa com o qual realmente se preocupa.
A ti...
Entrego toda a força, posta nos pés para fugir com o medo em direção ao porto seguro.
Onde fica o conforto, a certeza que não deixa viver.
E de um relógio que marca sempre as mesmas horas, eu espero que me faça mudar de idéia.
Corra riscos. Por que não me lembro disso quando desvio do meu querer...
Onde fica o conforto, a certeza que não deixa viver.
E de um relógio que marca sempre as mesmas horas, eu espero que me faça mudar de idéia.
Corra riscos. Por que não me lembro disso quando desvio do meu querer...
Fúnebre.
Me deixe nua, como cheguei.
Não gaste com caixas de madeiras que serão engolidas.
Quero o ar e não a terra para me cobrir.
Livre, deslacrada.
A beira do precipício, no mais profundo abismo, faça minha cova.
Sepulte apenas meu coração, o corpo é matéria substituída e a alma estará viajando com seus novos amigos.
Falecemos todos, um pouco, a cada manha quando não matamos a noite.
Se me cai lagrimas, algumas de dor são poucas pelas que derrubei por amor.
Não chore, estou bem, sempre estive.
Morta. Viva. E então. Viva. Morta.
Não gaste com caixas de madeiras que serão engolidas.
Quero o ar e não a terra para me cobrir.
Livre, deslacrada.
A beira do precipício, no mais profundo abismo, faça minha cova.
Sepulte apenas meu coração, o corpo é matéria substituída e a alma estará viajando com seus novos amigos.
Falecemos todos, um pouco, a cada manha quando não matamos a noite.
Se me cai lagrimas, algumas de dor são poucas pelas que derrubei por amor.
Não chore, estou bem, sempre estive.
Morta. Viva. E então. Viva. Morta.
Transcrito
Caminho com passos desusados.
Perdida entre atos e fatos.
Sem saber se a sorte sorri ou chora.
Confiando que palavras encontram o ritmo adequado.
E o que regurgitei caiu no meu colo, sendo aceito de bom agrado.
Divertindo com brinquedos quebrados.
E me sentindo feito bicho engaiolado, solto no mato.
Eu não sei, feito coração no isopor.
Acreditando que a amargura inspirava beleza.
Por isso deixava a vida ruir sob o comando do vento.
Mudar de todo lugar, sem me apegar.
Com amores agridoces. Tingidos de violeta.
Dos carinhos recebidos, fazer confete.
Para comemorar o que nunca senti.
Suprimir o amor que não entreguei.
E fazer poema, das palavras que ofereci.
Assinando os versos que nunca entendi.
Perdida entre atos e fatos.
Sem saber se a sorte sorri ou chora.
Confiando que palavras encontram o ritmo adequado.
E o que regurgitei caiu no meu colo, sendo aceito de bom agrado.
Divertindo com brinquedos quebrados.
E me sentindo feito bicho engaiolado, solto no mato.
Eu não sei, feito coração no isopor.
Acreditando que a amargura inspirava beleza.
Por isso deixava a vida ruir sob o comando do vento.
Mudar de todo lugar, sem me apegar.
Com amores agridoces. Tingidos de violeta.
Dos carinhos recebidos, fazer confete.
Para comemorar o que nunca senti.
Suprimir o amor que não entreguei.
E fazer poema, das palavras que ofereci.
Assinando os versos que nunca entendi.
Pó, fervido...
Ainda evoco seu nome.
Quando choro seu suor.
E seco sob sua respiração.
Ainda me oriento com suas palavras.
Quando as ouço em novas vozes
E falo no seu ouvido olhando em outros olhos
Ainda quero, meu eu dentro de ti,
Quando me encontro errada
Apenas pra te ver me fazendo certa.
Quando choro seu suor.
E seco sob sua respiração.
Ainda me oriento com suas palavras.
Quando as ouço em novas vozes
E falo no seu ouvido olhando em outros olhos
Ainda quero, meu eu dentro de ti,
Quando me encontro errada
Apenas pra te ver me fazendo certa.
Quem.
Por que o contrario de mim, sou eu mesma.
Desprotegida e imortal.
Guardada, subjugada.
Desenfreada.
Disparada em qualquer direção.
Ao vento, que sopra as chamas.
E alastra.
A dor, a paixão.
Sem argumentos para explicar a razão.
Que não se esclarece a não ser debaixo da lua.
Desprotegida e imortal.
Guardada, subjugada.
Desenfreada.
Disparada em qualquer direção.
Ao vento, que sopra as chamas.
E alastra.
A dor, a paixão.
Sem argumentos para explicar a razão.
Que não se esclarece a não ser debaixo da lua.
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